Configurações de impressão 3D: como melhorar suas peças
Aprenda as principais configurações de impressão 3D e entenda como altura de camada, paredes, preenchimento, velocidade, temperatura e suportes afetam suas peças.
Entender as configurações de impressão 3D é uma das melhores maneiras de melhorar a qualidade das peças sem precisar comprar uma impressora nova.
Altura de camada, quantidade de paredes, preenchimento, velocidade, temperatura, ventilação e suporte podem mudar completamente o resultado de uma impressão.
O problema é que existem tantas opções no fatiador que é fácil cair em uma armadilha: começar a alterar tudo.
Você aumenta a temperatura, diminui a velocidade, muda a retração, adiciona paredes, troca o preenchimento e, no final, nem sabe qual configuração realmente melhorou ou piorou a peça.
A boa notícia é que você não precisa dominar cada opção existente no fatiador para conseguir boas impressões.
Algumas configurações possuem impacto muito maior que outras.
Neste guia, você vai entender para que servem os principais ajustes e, principalmente, quando faz sentido alterá-los.
Antes de alterar qualquer configuração, use um bom perfil
Se sua impressora possui um perfil oficial ou bem testado no fatiador que você utiliza, comece por ele.
Isso é especialmente importante para quem está iniciando.
Os perfis padrão normalmente já possuem valores razoáveis para:
- velocidade;
- aceleração;
- temperatura;
- retração;
- ventilação;
- largura de linha;
- altura de camada;
- movimentos da impressora.
Alterar dezenas de parâmetros antes mesmo de testar o perfil original pode criar problemas que antes não existiam.
Uma boa estratégia é simples:
comece com um perfil conhecido, imprima uma peça e altere apenas aquilo que precisa melhorar.
Se a impressão está boa, não existe motivo para modificar uma configuração simplesmente porque alguém utiliza outro valor na internet.
Altura de camada: qualidade ou velocidade?
A altura de camada determina, de maneira simplificada, a espessura de cada camada depositada pela impressora.
Imagine uma peça com 20 mm de altura.
Utilizando camadas de 0,20 mm, serão necessárias aproximadamente 100 camadas para atingir essa altura.
Se você utilizar 0,10 mm, serão aproximadamente 200.
É fácil perceber por que camadas menores normalmente aumentam o tempo de impressão.
Em contrapartida, elas podem melhorar a aparência de superfícies inclinadas e curvas.
Quando utilizar camadas menores?
Camadas menores podem fazer sentido em:
- miniaturas;
- peças decorativas;
- modelos com detalhes pequenos;
- superfícies curvas;
- objetos nos quais o acabamento visual é prioridade.
Quando utilizar camadas maiores?
Camadas maiores podem ser interessantes em:
- protótipos rápidos;
- peças grandes;
- componentes funcionais;
- testes dimensionais;
- objetos em que pequenas linhas de camada não são importantes.
Isso significa que 0,08 mm é sempre melhor que 0,20 mm?
Não.
Mais resolução não significa automaticamente uma peça melhor para qualquer finalidade.
Se você está produzindo um suporte que ficará escondido embaixo de uma mesa, talvez não exista vantagem prática em aumentar bastante o tempo de produção apenas para deixar as camadas menos visíveis.
O diâmetro do bico também importa
Quando falamos em altura de camada, precisamos lembrar do bico instalado na impressora.
Um bico de 0,4 mm é muito comum e oferece um bom equilíbrio entre detalhes e produtividade.
Mas existem outros diâmetros.
Bicos menores podem favorecer determinados detalhes, enquanto bicos maiores conseguem depositar mais material e podem ser interessantes para peças grandes ou produção.
A escolha depende da finalidade.
Para uma miniatura detalhada, produtividade máxima talvez não seja a prioridade.
Para produzir dezenas de organizadores grandes, a situação pode ser exatamente o contrário.
Quem vende impressão 3D precisa pensar não somente na aparência, mas também em quanto tempo a máquina permanecerá ocupada.
Quantas paredes usar na impressão 3D?
As paredes formam a região externa da peça.
Essa configuração pode aparecer no fatiador como paredes, perímetros ou wall loops, dependendo do programa utilizado.
Adicionar paredes pode aumentar a resistência de muitas peças de maneira bastante eficiente.
Imagine uma caixa.
Grande parte da estrutura está justamente em seu contorno.
Por isso, quando alguém precisa deixar uma peça mais resistente, aumentar imediatamente o preenchimento para 100% nem sempre é a melhor solução.
Dependendo da geometria e do tipo de esforço, aumentar o número de paredes pode ser muito mais interessante.
Mas não existe uma quantidade universal.
Uma peça decorativa possui necessidades diferentes de um suporte que receberá carga.
Mais preenchimento não significa automaticamente mais resistência
O preenchimento, também chamado de infill, ocupa parte do interior da peça.
É comum encontrar configurações como:
- 10%;
- 15%;
- 20%;
- 30%;
- 50%;
- 100%.
Quem está começando pode imaginar que uma peça com 100% de preenchimento será sempre muito superior a uma com 20%.
Na prática, a situação é mais complexa.
A resistência depende de vários fatores:
- material;
- quantidade de paredes;
- orientação da peça;
- geometria;
- direção da força;
- adesão entre camadas;
- temperatura;
- tipo e percentual de preenchimento.
Por isso, aumentar o infill indiscriminadamente pode apenas consumir mais material e aumentar o tempo de produção.
Então, quanto de preenchimento devo usar?
Não existe uma porcentagem perfeita para qualquer peça.
Para objetos decorativos e modelos que praticamente não recebem esforço, percentuais relativamente baixos podem ser suficientes.
Para peças funcionais, a necessidade precisa ser analisada de acordo com a aplicação.
E existe outro detalhe:
o formato do preenchimento também muda seu comportamento.
Os fatiadores oferecem padrões diferentes, como grade, linhas, giroides e outras estruturas.
Cada padrão possui características próprias relacionadas a tempo, quantidade de material e comportamento mecânico.
Em vez de decorar uma porcentagem para utilizar em todas as impressões, pergunte:
O que esta peça precisa suportar?
Essa pergunta é muito mais útil.
A orientação da peça pode ser mais importante que o preenchimento
Esse é um ponto frequentemente ignorado.
Peças impressas por FDM são construídas camada após camada.
Por causa disso, sua resistência pode não ser igual em todas as direções.
Imagine um gancho.
Dependendo da maneira como ele é colocado na mesa, a principal força aplicada durante o uso pode tentar separar justamente as camadas.
Ao girar o mesmo modelo, a distribuição dos esforços pode mudar.
Portanto, antes de aumentar drasticamente paredes e preenchimento, observe:
Em qual direção essa peça receberá força?
Uma orientação adequada pode melhorar o comportamento mecânico e ainda reduzir a necessidade de material.
Orientação também afeta acabamento e suporte
Resistência não é o único motivo para pensar na posição do modelo.
A orientação pode alterar:
- quantidade de suporte;
- tempo de impressão;
- acabamento;
- resistência;
- área de contato com a mesa;
- marcas deixadas pelos suportes;
- risco de falha.
Imagine uma peça que pode ser impressa deitada ou em pé.
Em uma posição, talvez precise de muito suporte.
Na outra, pode praticamente não precisar.
Antes de clicar em “fatiar”, gire o modelo e analise as possibilidades.
Alguns segundos nessa etapa podem economizar horas de impressão.
Velocidade de impressão: mais rápido nem sempre significa melhor
Impressoras modernas conseguem atingir velocidades impressionantes.
Mas a velocidade anunciada para uma máquina não significa que qualquer modelo deva ser produzido constantemente naquele valor.
Uma impressão envolve:
- aceleração;
- desaceleração;
- curvas;
- paredes externas;
- preenchimento;
- pontes;
- pequenas regiões;
- deslocamentos.
Em peças pequenas, a máquina pode nem ter espaço suficiente para atingir determinada velocidade antes de precisar desacelerar novamente.
Além disso, quanto maior a velocidade, maior pode ser a exigência sobre o sistema de extrusão e a movimentação da máquina.
O objetivo não deveria ser simplesmente:
“Qual é a maior velocidade que minha impressora consegue atingir?”
Uma pergunta melhor seria:
“Qual velocidade entrega a qualidade e produtividade de que preciso?”
Para quem vende, tempo de impressão importa muito
Imagine duas configurações.
A primeira produz uma peça excelente em quatro horas.
A segunda deixa o acabamento apenas um pouco melhor, mas demora sete horas.
Para quem está imprimindo uma unidade para uso próprio, talvez as três horas adicionais não façam diferença.
Agora imagine um pedido de 100 unidades.
A diferença se torna enorme.
É por isso que quem trabalha comercialmente precisa encontrar um equilíbrio entre:
qualidade + confiabilidade + tempo + custo.
A configuração mais bonita nem sempre será a mais rentável.
Temperatura do bico: por que ela é tão importante?
A temperatura influencia diretamente o comportamento do filamento.
Se estiver muito baixa, podem aparecer problemas de fluxo e adesão entre as camadas.
Se estiver excessivamente alta, podem surgir outros problemas de acabamento.
Mas não existe uma temperatura universal para “PLA” ou “PETG”.
Dois filamentos classificados como PLA podem apresentar comportamento diferente.
Pigmentos, aditivos e formulação do fabricante influenciam o material.
Por isso, utilize como ponto de partida a faixa recomendada pelo fabricante e um perfil confiável.
Depois faça ajustes quando houver um motivo concreto.
Não copie temperaturas da internet sem contexto
Imagine que alguém diga:
“PLA tem que imprimir a 220 °C.”
Outra pessoa responde:
“Eu só uso 200 °C.”
Quem está certo?
Possivelmente os dois.
Eles podem estar utilizando:
- filamentos diferentes;
- impressoras diferentes;
- velocidades diferentes;
- hotends diferentes;
- condições diferentes.
Uma configuração isolada quase nunca conta toda a história.
Quanto maior a velocidade de extrusão, por exemplo, maior pode ser a quantidade de material que precisa ser aquecida em determinado intervalo.
É por isso que simplesmente copiar números encontrados em fóruns e vídeos nem sempre resolve um problema.
Faça uma torre de temperatura quando necessário
Uma torre de temperatura é um modelo de teste dividido em regiões impressas com temperaturas diferentes.
Ela permite comparar, no mesmo objeto:
- acabamento;
- pontes;
- detalhes;
- stringing;
- comportamento do material.
Esse teste pode ser interessante quando você começa a utilizar um filamento diferente e percebe que o perfil atual não está entregando um resultado satisfatório.
Mas lembre-se:
não faça calibrações apenas por fazer.
Se o perfil padrão já apresenta ótimo resultado com determinado material, talvez não exista problema para resolver.
Ventilação influencia o resultado
A ventoinha de resfriamento ajuda a controlar como o material depositado esfria.
Isso pode ter bastante influência em regiões pequenas, pontes e detalhes.
Mas diferentes materiais possuem necessidades diferentes.
PLA normalmente aceita bastante resfriamento.
ABS e ASA exigem outros cuidados, principalmente devido à contração e à sensibilidade a mudanças de temperatura.
PETG também possui comportamento diferente.
Por isso, não trate a ventilação como uma configuração universal.
Ela deve fazer parte do perfil do material utilizado.
Se ainda estiver em dúvida sobre a escolha do material, consulte também nosso guia sobre qual filamento usar na impressão 3D.
O que são suportes na impressão 3D?
A impressora constrói a peça camada após camada.
Isso cria uma limitação evidente:
ela não consegue simplesmente depositar material no ar sem nada por baixo.
Quando determinada região do modelo avança demais para fora da camada anterior, pode ser necessário criar uma estrutura temporária.
Essa estrutura é o suporte.
Depois da impressão, ela é removida.
O problema é que suporte tem custo.
Ele pode:
- gastar filamento;
- aumentar o tempo;
- exigir acabamento;
- deixar marcas;
- aumentar o risco de falha.
Por isso, suporte não deve ser utilizado automaticamente em qualquer modelo.
Antes de adicionar suporte, tente mudar a orientação
Imagine que determinada peça exige quatro horas de suporte quando está em uma posição.
Ao girá-la 90 graus, talvez praticamente todo aquele suporte desapareça.
Essa pequena alteração pode reduzir:
- material;
- tempo;
- acabamento;
- desperdício.
Quem vende peças deveria prestar atenção especial nisso.
O material utilizado no suporte também faz parte do custo da impressão, mesmo que seja descartado depois.
Quando o brim pode ajudar?
Brim é uma extensão criada ao redor da primeira camada da peça.
Ele aumenta a área de contato com a mesa e pode ajudar quando existe tendência de as bordas levantarem.
É especialmente útil em determinados modelos com:
- pouca área de contato;
- partes estreitas;
- cantos sujeitos a empenamento;
- materiais mais difíceis.
Mas o brim não deveria ser utilizado para esconder um problema de primeira camada.
Se praticamente qualquer peça está soltando da mesa, vale investigar limpeza, nivelamento, altura da primeira camada e temperatura.
Temos um guia específico sobre impressão 3D descolando da mesa que explica esse diagnóstico em detalhes.
E o raft?
O raft cria uma estrutura maior embaixo da própria peça.
A impressão acontece sobre essa base temporária.
Ele pode ajudar em determinadas situações, mas normalmente utiliza mais material e também pode afetar o acabamento da região inferior.
Com superfícies modernas e uma primeira camada corretamente ajustada, muitas impressões podem ser feitas sem raft.
Utilize quando existir uma necessidade concreta, não simplesmente como configuração padrão para todos os modelos.
Retração: não altere sem necessidade
A retração tenta reduzir o vazamento de material durante determinados movimentos em que a impressora não deveria estar extrudando.
Quando existe excesso de fios entre diferentes partes do modelo, é comum começar imediatamente a mexer nessa configuração.
Mas stringing não é causado exclusivamente pela retração.
Temperatura, umidade do filamento e movimentos também podem influenciar.
Antes de aumentar a retração repetidamente, descubra qual problema você realmente possui.
No GuTecnoLab3D há um guia completo sobre stringing na impressão 3D, incluindo a ordem de verificações que faz mais sentido.
Filamento úmido não se resolve alterando o fatiador
Essa situação merece destaque.
Imagine que suas configurações estavam funcionando perfeitamente.
Depois de alguns dias ou semanas, começam a aparecer:
- estalos;
- fios;
- bolhas;
- superfície irregular;
- acabamento diferente.
Você pode passar horas alterando temperatura, retração e velocidade sem resolver.
O problema pode estar no próprio material.
Alguns filamentos absorvem umidade do ambiente e podem apresentar mudanças durante a impressão.
Nesse caso, alterar várias configurações pode apenas mascarar o problema.
Se suspeitar disso, veja nosso guia sobre como identificar e resolver filamento úmido.
Alterar uma configuração por vez facilita o diagnóstico
Essa talvez seja uma das melhores regras para quem está aprendendo.
Imagine que uma peça apresenta um problema e você altera ao mesmo tempo:
- temperatura;
- retração;
- velocidade;
- ventilação;
- fluxo.
A impressão seguinte fica melhor.
Ótimo.
Mas qual alteração resolveu?
Você não sabe.
E se ficar pior, também será difícil descobrir qual mudança provocou o problema.
Quando possível, altere uma variável por vez e compare o resultado.
Isso transforma tentativa e erro em diagnóstico.
Crie pequenos testes em vez de desperdiçar peças grandes
Suponha que você tenha um modelo que demora 12 horas.
Não faz sentido imprimir a peça inteira repetidamente para testar cada configuração.
Quando possível, utilize modelos menores de calibração.
Eles podem ajudar a testar:
- temperatura;
- pontes;
- retração;
- tolerâncias;
- fluxo;
- dimensões;
- primeira camada.
Outra possibilidade é cortar no fatiador apenas a região problemática da peça.
Se o defeito aparece nos últimos 20 mm de um modelo de 200 mm, talvez você não precise imprimir os primeiros 180 mm novamente para testar uma solução.
Isso economiza tempo e filamento.
Qualidade máxima nem sempre é a melhor configuração
Imagine que você produz um organizador vendido por R$ 40.
Com determinada configuração, ele demora quatro horas e apresenta excelente acabamento.
Com outra, demora oito horas e apresenta uma melhoria visual quase imperceptível.
Para uso comercial, essa diferença precisa ser analisada.
Durante as quatro horas adicionais, a impressora poderia estar produzindo outra unidade.
Portanto, não procure simplesmente a configuração que produz a peça mais bonita possível.
Procure aquela que entrega a qualidade necessária para a finalidade do produto.
As configurações também mudam o custo da impressão
Toda alteração que aumenta:
- tempo;
- material;
- suporte;
- consumo;
- acabamento;
- risco de falha;
pode afetar o custo final.
Imagine que adicionar suporte aumenta o consumo em 30 gramas e acrescenta uma hora ao trabalho.
Esses 30 gramas não desaparecem financeiramente só porque serão jogados fora.
Da mesma forma, a hora adicional ocupa sua impressora.
Por isso, se você vende peças, faça o orçamento utilizando a configuração que realmente será usada na produção.
O artigo do GuTecnoLab3D sobre como calcular o preço de uma impressão 3D explica como considerar material, energia, máquina, mão de obra, perdas e outros custos.
Configuração para miniatura não é configuração para peça funcional
Esse é outro motivo pelo qual não existe um perfil perfeito para tudo.
Uma miniatura pode priorizar:
- detalhes;
- superfície;
- pequenas camadas;
- qualidade visual.
Uma peça funcional pode priorizar:
- resistência;
- precisão dimensional;
- orientação;
- paredes;
- produtividade.
Um protótipo inicial pode priorizar apenas velocidade.
Uma peça vendida ao cliente precisa equilibrar acabamento, confiabilidade, prazo e custo.
Antes de escolher as configurações, defina primeiro qual é a função daquela impressão.
Um checklist antes de iniciar a impressão
Antes de mandar um trabalho longo para a impressora, faça uma verificação rápida:
- O filamento selecionado está correto?
- O perfil corresponde ao material?
- A orientação da peça faz sentido?
- A quantidade de paredes é adequada?
- O preenchimento atende à finalidade?
- Os suportes são realmente necessários?
- Existe alguma maneira de reduzir os suportes?
- A altura de camada está adequada?
- A mesa está limpa?
- Existe filamento suficiente para terminar?
- O tempo estimado está aceitável?
- O consumo de material faz sentido?
Para quem trabalha com pedidos, acrescente mais duas perguntas:
Esse tempo foi considerado no preço?
Esse material foi considerado no custo?
Um minuto verificando o fatiador pode evitar horas de desperdício.
Não existe configuração perfeita para impressão 3D
Depois de conhecer tantas opções, talvez você esteja procurando uma tabela com os valores perfeitos.
Ela não existe.
A melhor configuração depende de:
- impressora;
- bico;
- filamento;
- geometria;
- finalidade;
- acabamento desejado;
- resistência necessária;
- velocidade pretendida.
É justamente por isso que perfis oficiais e bem testados são um ótimo ponto de partida.
Você não precisa reinventar todas as configurações da sua máquina.
Comece com algo confiável e ajuste apenas quando existir um objetivo claro.
O melhor perfil é aquele que resolve sua necessidade
Se uma peça precisa ser bonita, priorize o acabamento necessário.
Se precisa suportar esforço, pense em material, orientação e estrutura.
Se é apenas um protótipo, talvez velocidade seja mais importante.
Se será vendida, considere também produtividade e custo.
O segredo das configurações de impressão 3D não está em colocar todos os parâmetros no máximo.
Está em entender o que cada peça realmente precisa.
Antes de alterar dez opções no fatiador, faça três perguntas:
Qual problema estou tentando resolver?
Qual configuração realmente influencia esse problema?
Como vou saber se a alteração melhorou o resultado?
Quando você começa a pensar dessa maneira, deixa de simplesmente copiar configurações e começa a entender sua impressão.
E esse conhecimento vale muito mais do que qualquer perfil pronto.
Continue aprendendo sobre impressão 3D
Agora que você conhece as principais configurações de impressão 3D, pode aprofundar cada assunto conforme os problemas aparecerem.
Se a peça estiver soltando da mesa, investigue primeiro a primeira camada.
Se aparecerem fios, analise stringing, temperatura, retração e umidade.
Se estiver escolhendo um material para um novo projeto, considere a função da peça antes de comprar o filamento.
E se você vende suas impressões, lembre-se de que cada minuto de máquina e cada grama utilizado fazem parte da produção.
O objetivo não é simplesmente conseguir uma impressão perfeita.
É conseguir a impressão certa para aquilo que você precisa fazer.
GuTecnoLab3D